Aparentemente os homens dizem "amo-te" mais depressa e mais facilmente que as mulheres. Durante anos pensei que era ao contrário. Agora pergunto-me se o mundo muda ou se sou eu que aprendo.
A questão não está tanto nas vezes que se diz... mas sentí-las! E concordo em parte, concordo no à vontade de dizê-lo! Mas tendo a considerar que as mulheres o dizem mais, são mais sentimentais e faladoras (regra geral).
Depois uma outra coisa é, quando o sentimento é sentido e verdadeiro, perde-se um bocado por se dizer.. e guarda-se a palavra para a acção.
por uma Mulher, do http://manualprahomens.blogspot.com/ ;)
uma Mulher, a palavra não mata o acto. mas concedo, por vezes é uma fachada para a ausência dele. talvez por vezes se diga "amo-te" como numa briga de taberna se diz "agarra-me senão vou-me a ele". talvez muitas das declarações de um suposto amor não sejam nada mais que isto.
algumas mulheres verbalizam. outras não. mas talvez cada vez mais homens verbalizem numa tentativa de mostrar uma certa sensibilidade que parece estar na moda.
outros, falam porque o que sentem lhes transborda da boca.
o gume da lâmina é saber distinguir entre uns e outros... :)
Para quê dizer algo que não é preciso dizer? Nem sequer é bom escutá-la quando a mesma não se traduz em actos.
Acho que a palavra se banalizou e que adquiriu um valor similar ao "com licença" e "se faz favor"... Certas vezes será dita à espera que uma mentira repetida até à exaustão se torne verdade.
Susana, nesse caso, precisaremos realmente de nos tocar, de dar as mãos, de nos olhar nos olhos, de nos beijar?
Compreendo que não se use a expressão "amo-te". Usar ou não tem a ver com vivências, com escalas próprias de valores, com definições interiores e com passados. Até aceito isso. Já me disseram mil vezes "amo-te" com as mãos, com os olhos, com os gestos, com o corpo todo e com outras palavras que não essas. E vale. Vale o mesmo. Às vezes vale mais. Mas não tira o valor às palavras se forem sinceras.
Sei que há uma lógica que trata o "amo-te" como uma espécie de palavra mágica, como uma espécie de milésimo nome de deus, que se pronunciado pode trazer o fim e a desgraça. E que nessa lógica se trata quem diz "amo-te" como quem beija (podes dizer que há quem beije de uma forma banal. eu não. para mim um beijo nunca é banal.) como se isso desvalorizasse a palavra.
Mas eu já vi essa lógica aplicada a tudo. É a mesma lógica que preside ao racionamento do sexo de que aqui falámos há umas semanas. (acho que foi aqui: http://meninodesuamae.blogspot.com/2012/01/o-sexo-e-as-cavernas.html )
E a conclusão aplica-se da mesma forma. Ganha-se valor a poupar os bens escassos. E expressar amor falando, não só agindo, também é valioso para alguns que gostariam de o ouvir. Porque os ouvidos, afinal, também comem :)
Vim aqui agora com um sorriso pois após anos a ouvir essa mentira e de mais de um sem a ouvir, pareceu-me (que estou meio surda de estar doente com uma infecção respiratória há 1 semana) que me sussurraram "amo-te". E eu já sabia. Mesmo que, enfim, não haja nem mãos, nem beijos nem toques. Mas foi a coisa mais amável que me fizeram, até dado o contexto de eu estar realmente doente com 2 bebés bem doentes, em cvasa há mais de 1 semana, com o fogão e a máquina de secar avariados, em desespero por não conseguir sair de casa para umas meras compras.
Nunca me pareceu que o amor possa ser escasso, apenas raro. E nunca economizei nas palavras; gosto é que a cada uma corresponda um gesto, um cuidado, uma atenção, que faça com que a palavra reforce, sem revelar, algo.
"Amo-te" é coisa que digo aos meus filhos todos os dias.
Aprendes tu e aprendo eu... really??
ReplyDeleteou andam desencontrados... tu e o mundo.
ReplyDeleteAnónimo, nah... :)
ReplyDeleteCat, pois que parece que sim. Ou então ando a ler os livros errados, que também pode ser isso.
A questão não está tanto nas vezes que se diz... mas sentí-las! E concordo em parte, concordo no à vontade de dizê-lo! Mas tendo a considerar que as mulheres o dizem mais, são mais sentimentais e faladoras (regra geral).
ReplyDeleteDepois uma outra coisa é, quando o sentimento é sentido e verdadeiro, perde-se um bocado por se dizer.. e guarda-se a palavra para a acção.
por uma Mulher, do http://manualprahomens.blogspot.com/ ;)
uma Mulher,
ReplyDeletea palavra não mata o acto.
mas concedo, por vezes é uma fachada para a ausência dele. talvez por vezes se diga "amo-te" como numa briga de taberna se diz "agarra-me senão vou-me a ele". talvez muitas das declarações de um suposto amor não sejam nada mais que isto.
algumas mulheres verbalizam. outras não. mas talvez cada vez mais homens verbalizem numa tentativa de mostrar uma certa sensibilidade que parece estar na moda.
outros, falam porque o que sentem lhes transborda da boca.
o gume da lâmina é saber distinguir entre uns e outros... :)
Menino,
ReplyDeletePara quê dizer algo que não é preciso dizer? Nem sequer é bom escutá-la quando a mesma não se traduz em actos.
Acho que a palavra se banalizou e que adquiriu um valor similar ao "com licença" e "se faz favor"... Certas vezes será dita à espera que uma mentira repetida até à exaustão se torne verdade.
Susana,
ReplyDeletenesse caso, precisaremos realmente de nos tocar, de dar as mãos, de nos olhar nos olhos, de nos beijar?
Compreendo que não se use a expressão "amo-te". Usar ou não tem a ver com vivências, com escalas próprias de valores, com definições interiores e com passados. Até aceito isso. Já me disseram mil vezes "amo-te" com as mãos, com os olhos, com os gestos, com o corpo todo e com outras palavras que não essas. E vale. Vale o mesmo. Às vezes vale mais. Mas não tira o valor às palavras se forem sinceras.
Sei que há uma lógica que trata o "amo-te" como uma espécie de palavra mágica, como uma espécie de milésimo nome de deus, que se pronunciado pode trazer o fim e a desgraça. E que nessa lógica se trata quem diz "amo-te" como quem beija (podes dizer que há quem beije de uma forma banal. eu não. para mim um beijo nunca é banal.) como se isso desvalorizasse a palavra.
Mas eu já vi essa lógica aplicada a tudo. É a mesma lógica que preside ao racionamento do sexo de que aqui falámos há umas semanas.
(acho que foi aqui: http://meninodesuamae.blogspot.com/2012/01/o-sexo-e-as-cavernas.html )
E a conclusão aplica-se da mesma forma. Ganha-se valor a poupar os bens escassos. E expressar amor falando, não só agindo, também é valioso para alguns que gostariam de o ouvir. Porque os ouvidos, afinal, também comem :)
Vim aqui agora com um sorriso pois após anos a ouvir essa mentira e de mais de um sem a ouvir, pareceu-me (que estou meio surda de estar doente com uma infecção respiratória há 1 semana) que me sussurraram "amo-te". E eu já sabia. Mesmo que, enfim, não haja nem mãos, nem beijos nem toques. Mas foi a coisa mais amável que me fizeram, até dado o contexto de eu estar realmente doente com 2 bebés bem doentes, em cvasa há mais de 1 semana, com o fogão e a máquina de secar avariados, em desespero por não conseguir sair de casa para umas meras compras.
ReplyDeleteNunca me pareceu que o amor possa ser escasso, apenas raro. E nunca economizei nas palavras; gosto é que a cada uma corresponda um gesto, um cuidado, uma atenção, que faça com que a palavra reforce, sem revelar, algo.
"Amo-te" é coisa que digo aos meus filhos todos os dias.